domingo, 21 de novembro de 2010

BioChip - PUC/Rio de Janeiro

 Y con sus ecos süaves, las aves
 Y con sus dulces corrientes, las fuentes
 Y con claúsulas de olores, las flores
 Y con sus verdes gargantas, las plantas
                 Sóror Juana Inés de La Cruz


                    Faz algum tempo que parti em direção à cidade do Rio de Janeiro, a fim de estudar com o grupo de pesquisa Bio Chip, pertencente à Pontifícia Universidade Católica. Trata-se de um dos grupos de maior vanguarda aqui do Brasil, em matéria de pesquisa sobre saúde e meio-ambiente. Tomei essa iniciativa porque buscava experiências diversificadas, de modo a ter uma perspectiva mais ampla em relação a estes temas.

               O Rio de Janeiro merece realmente o título de cidade maravilhosa. A natureza misturada à urbanização, torna o lugar digno de admiração e também espanto. 




                     Conheci, por exemplo, a praia do Recreio, localizada na zona sul da cidade. Pela primeira vez atravessei uma ponte sobre um lago com jacarés para chegar até a praia. O lago, entretanto, estava cheio de esgoto e os animais viviam naquele lixo. Em direção à Gávea, sempre cruzava a favela da Rocinha. Sinistra mas encantadora para mim. Os morros ali literalmente pareciam estar vivos. É algo que não se explica, pelo menos racionalmente.




                 No campus da PUC, podíamos pegar Jáca direto da árvore e preparar um belo mouse. Um esquilo também seguidamente descia do alto das árvores, dentro do campus, para tirar fotos conosco.





                   Eu sabia que possibilidades diferentes poderiam ser vistas e captadas por mim, já que elas estão energéticamente disponíveis a todos nós. Escapar à rotina convencial e comum nos abre caminhos novos e criativos, diante da vida. Assim, o que eu vi, ouvi e experimentei, fugiu completamente à lógica cartesiana tradicional, que hoje em dia mantém engessada boa parte dos nossos centros universitários. 





                    Certamente, em plena cidade maravilhosa, um novo espírito científico parecia se propor, se expor e se impor, vindo reformar o pensamento disjuntivo e disciplinar, que ainda teima em não colocar a vida e o planeta no centro do conhecimento.






                       
                    Lourdes, 70 anos, sorrindo, feliz no centro da foto, com um liquidificador na mão, não andava sem a cadeira de rodas. Seu diagnóstico dado pela medicina convencional, antes de chegar ao campus da PUC, era como o de milhares de pessoas que, talvez, desconheçam outras possibilidades.





                  Hoje ela viaja pelo Brasil inteiro divulgando a pesquisa BioChip, que reconsidera a possibilidade de regeneração própria do organismo humano, através da sua religação com os elementos vivos da alimentação natural. Segundo ela mesma disse, antes de conhecer o grupo de pesquisas da PUC, acreditava que sua vida, dali por diante, era apenas aguardar a morte. Porém, o que ela nunca esperava é que, aos 70 anos de idade, voltasse a viver ativamente como uma menina. Com uma atitude de abertura, uma ânsia de aprender e uma falta de idéias preconcebidas, Lourdes agora enfrenta a vida à maneira de uma criança cheia de curiosidade, assombro e espanto. Sua mente aberta a todas as possibilidades permite encantar a todos que frequentam a feira do Desenho Vivo, que ocorre todas as quintas-feiras, no pátio da universidade. 




              Lourdes, no entanto, não é a única que regenerou sua saúde. Muitos que passaram pelo grupo de pesquisas têm algo positivo para relatar. Curas e transformações na saúde são as mais variadas. Desde renite crônica, úlceras, gastrite, até a surpreendente recuperação de Lourdes, que deixou a cadeira de rodas para percorrer o Brasil.

              A vida é rica em possibilidades e sua fundamental característica é justamente a Biodiversidade. Mantenha-se aberto e receptivo ao novo e diferente, pois você pode ser surpreendido(a) e começar a viver novamente aos 70 anos. Quem sabe é esta a sua hora de escutar os ecos suaves das aves ou de se encantar novamente com as águas das fontes?




Autor: Tiago Bueno Camargo

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